sexta-feira, outubro 16, 2015

Do Porque das Coisas

E voltas a acordar inchada. Mas inchada a sério. 2 vezes em 2 semanas. Mas agora a conversa mudou. Agora alguém faz caso quando eu digo "eu acho que sou alérgica a alguma coisa". Alguém deu realmente importância a isso. Não se limitou a ler pelo livro. Foi mais além. Acordas inchada, mal consegues abrir os olhos. Acordas inchada, com lábios até ao nariz. Acontece isso tudo, mas agora alguém está me a dar ouvidos. O médico pergunta me. Não se limita a passar medicamentos. Da me o porque das coisas. Diz porque é assim e não de outra maneira. Porque é que aquele medicamento é bom para o estômago, mas também me vai ajudar. Explica-me. Não me deixa na ignorância. Explica me o porque. E eu gosto de saber o porque.
(12 de Agosto)

segunda-feira, outubro 12, 2015

domingo, outubro 11, 2015

Do Acordar e do Dormir

É acordares e tocares nas tuas pernas e pensar... Lá vamos nós outra vez. É olhares te ao espelho e sentires te inchada. Uma bola. É não aguentares o calor. É teres medo de amanhã ser pior. É de acordares e sentires que tens o lábio 4 vezes maior. É acordares e não conseguires abrir o olho. É acordares e sentires te inchada. É pores te debaixo do chuveiro com água gelada. É teres medo de dormir. É acordares com dores de garganta porque a garganta inchou, da medicação ou do problema, isso não sei. É já alguns meses. É consultas. É uma urgência e quatro médicos. Todos eles com algo diferente. Todos eles com promessas. É corticoides, algo que sempre prometi a mim mesma que não ia tomar, mas estou a tomar. É chorar e pensar quando é que isto acaba. É os lençóis parecerem ásperos durante uma crise. É acordar ao meio da noite e não conseguir dormir. É andar de lado mas de maneira nenhuma. É pensar no quanto estas a ser parva: há doenças tão piores e tu preocupada com isto. Mas isto como me foi dito: não mata, mas mói.
 
[mas também há as pessoas que têm estado estado sempre lá e para essas não tenho palavras!]

(16 de Julho)

sábado, outubro 10, 2015

Das Coisas


Imaginem aquele dia... esse mesmo. Em que estás realmente muito cansada. Exacto. Aquele dia em que tomaste um Atarax e que tomas de 8 em 8 horas e estas com uma soneira descomunal porque o Atarax dá sono. Mesmo muito. Não consegues muito bem pensar, também porque já tens uma crise de urticária aguda vai fazer um mês. Mas pensas e mentalizaste que há coisas piores que isto. Infelizmente existem. Mas neste preciso momento não consegues pensar, nem sabes muito bem como foste arranjar forma para escrever e muito menos para trabalhar. Sentes o tico e o teco a dormir encostados a uma canto e sem saber muito o que pensar. Ou talvez fazer. Não sabes nada. Mas ainda escreves.
(22 de Maio)

sexta-feira, outubro 09, 2015

Hoje


Aparentemente estive calada. Aparentemente. 
Provavelmente, estive.
Mas não. 
Estou de volta. 
Aqui mesmo. 
Irei transcrever para aqui uns textos com as respectivas datas. 
Mas amanhã, quando tiver tempo. 
Hoje não.

segunda-feira, março 30, 2015

Das Madrinhas e 5 anos depois

Hoje faz 5 anos que foste para um lugar melhor. Isto já não era vida para ti. Ao contrário de outras pessoas quase que pedi para te levaram. Das pessoas que estavam à tua volta foste a única que sofreste na pele a dor. Não me venham dizer que a não sei das quantas sofreu. Ninguém sofre tanto como quem está doente: como tu.
Sabes do que é que eu me arrependo e disso mais uma vez peço te desculpa. Sabes o quanto me dói. O quanto me magoa. E continua a magoar.
Sabes que continuo a sonhar contigo? Sonhos felizes como tu passavas sempre para nós. Nada de borboletas e outras coisas. Mas ver as coisas pelo lado do copo meio cheio. Recompensa mais. Mas também te ias baixo como todas as outras pessoas. E tens mais do que motivos para isso. Mas eras tu a minha madrinha de papel e de coração. Mas porque já estavas a sofrer mais do que uma pessoa merece foi o melhor.
Até um dia porque não te perdi, continuas sempre a ser a minha madrinha e a pessoa que eu amo e algures deves estar a olhar por quem te amava e te ama.

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Das Saudades


Em tempos disseram me que eu tinha jeito para escrever. Parece que mantem se a mesma opinião. Parece. Não quer dizer que o seja. Talvez. Não sei. Nunca consegui perceber. Mas vou tentando.
Depois vou olhando para uma folha de papel e as palavras, essas não me conseguem sair. Vão ficando em pensamentos. Porque? Pelo medo de escrever. Apenas isso. Ganhei isso e não devia ter ganho. Saudades de escrever tudo sem medos. Sem receios. Apenas e só isso. Saudades de escrever em papel, blocos de notas e tudo mais. Muitas mesmo. De pegar no portátil e escrever textos e crónicas.