segunda-feira, maio 27, 2013

Vive!!!


Vive como se fosse o teu último dia.
Respira como se não houvesse amanhã.
Simplifica faz tudo o que amas.
Ambiciona, concretiza tudo aquilo que queres.
Sê feliz, como quiseres, da maneira que quiseres.
Aproveita, todos os momentos.

Agora pensa, enquanto lês isto: o que queres? o que desejas? o que planeais fazer para conseguir? agora faz-o! Dá emoção aos teus sentimentos, dá emoção à tua vida, dá emoção aos teus amigos. Não olhes para trás, não vivas apenas porque tens que viver, vive porque é BOM VIVER! Vive ao som da música, ao som dos sonhos, ao som da esperança, ao som do amor, ao som dos teus amigos, ao som das tuas gargalhadas, ao som da vida! Por isso vive, concretiza, ambiciona! Não ligues ao supérfluo, deixa o dinheiro de lado, deixa isso. Vive pelas pequenas coisas! Vive do amor e da amizade.

O Adeus

O Adeus muitas vezes não pode ser encarado como uma despedida para sempre. O Adeus pode ser encarado como um acto irreflectido de alguém com raiva naquele milésimo de segundo. Se será o termo correcto? Não, sem dúvida que não.
Depois existe o tempo... o tempo em que se pode ou não lamentar o que se disse, ou possivelmente a maneira como se disse, através de algumas palavras que não foram proferidas da melhor maneira e na melhor altura.
Cada um tem o seu tempo. O tempo de deixar passar essa raiva, essa lamentação, essas palavras que foram mal proferidas, apenas usadas como armas, num momentos de pura frustração. Apenas isso. Mais nada que isso.

quarta-feira, maio 22, 2013

Memoires de um fim-de-semana


Como é óbvio, que a falta de juízo, a merda de semana que tive, tinha que acabar mal. Tinha que ser, não tinha outra hipótese visível. Tinha que acabar com Sissy a enfaixar-se debaixo da traseira de Audi A4. Sim é possível, enfaixar um Smart debaixo de um Audi A4. Eu sou a prova disso. Fisicamente: uma nódoa negra brutal no lugar do cinto (dá me um ar de Bad Girl), e uma espécie de ataque de pânico. Psicologicamente: é debativel (o ataque de pânico diz muito sobre esta parte).

terça-feira, maio 21, 2013

A paixão

Uma pessoa não se apaixona quando quer. Nem por quem quer. A paixão apanha-nos sempre na curva, mesmo quando a vemos chegar devagar, a fazer cerimónia, como um visitante que passa a porta de nossa casa pela primeira vez. Às vezes vem de repente, sem aviso prévio e nem sequer toca à campainha. Quando damos por ela já está sentada na nossa sala a ver filmes, em pé na nossa cozinha a preparar uma salada e deitada na nossa cama a mandar embora o sono em nome de outros prazeres. Outras, vem de mansinho, um passo atrás do outro, sempre a pedir com licença, se não for incómodo, caso queira estou aqui, e é destas paixões que eu mais gosto, aquelas em que a cerimónia nunca desaparece, em que os amantes apaixonados às vezes ainda se tratam por você, nunca se atrasam, e ele sai sempre do carro para lhe abrir a porta ou para se despedir naquele que nunca queremos que seja o último abraço. As paixões têm sempre algo de arrebatador e de definitivo. De repente e sem querer, damos por nós a fazer planos possíveis e impossíveis, a curto, médio e longo prazo, a imaginar a nossa vida diferente, com muito tempo e muito espaço para o outro, no nosso coração, no nosso corpo, na nossa casa e na nossa vida. O outro, que aos poucos se vai fundindo em nós – e nós nele – ganha uma dimensão quase sobrenatural. Queremos mima-lo, adora-lo, cuidar dele todos os dias. Mas nas verdadeiras paixões há sempre aquela margem de cerimónia e de cuidado; pequenos gestos de respeito e de contenção, ouvir antes de falar, perceber antes de sugerir, conhecer antes de partilhar. E nunca se pede nada porque não é preciso, e nunca se exige porque é feio, porque é indelicado, porque não faz parte da essência. Quem dá sem reservas nunca pensa se está a fazer bem ou mal, se o outro merece toda nossa atenção carinho e dedicação. Dar sem pensar é um dos maiores prazeres da vida; beijos, chocolates, mimos e abraços, o peito e o ombro, a carne e o coração. Mas é preciso saber dosear. Ir dando na medida daquilo que se vai recebendo, às vezes um bocadinho mais, outra um bocadinho menos, para que o outro tenha tempo e ganhe espaço para nos ir dando mais espaço e mais tempo. É uma arte de negociação, mas guiada pela generosidade e combinada com a intuição. Amamos e cuidados dos outros como gostaríamos que amassem e cuidassem de nós. Damos o que sonhamos receber, da mesma forma, ou, como se diz em português do Brasil, do mesmo jeito. Por vezes, quem está mais habituado a dar, tem menos jeito para receber e por isso há que ser levado com tempo, paciência e amor para se ir habituando. Quem sempre cuidou dos outros e nunca dependeu de ninguém, demora a perceber que também pode ser cuidado e que o apego não é um perigo letal para o corpo e alma. E quem sempre fui vigiado e cuidado precisa de tempo para descobrir que afinal também sabe cuidar proteger. As melhores paixões não as repentinas nas quais tudo se fala, tudo se faz e tudo se joga nas primeiras semanas. Essas, cuja vertigem da adrenalina nos faz perder a fome e o sono e mesmo assim sentirmos-nos invencíveis, acabam quase sempre depressa e como começaram, de repente, não mais que de repente. Prefiro as outras, mais serenas e ponderadas, em que cada um vai avançando devagar, com conta peso e medindo, pedindo licença ao outro sem ser preciso pedir, num entendimento tácito de estilo e de intenções. Afinal, quando nos apaixonamos por um livro, podemos devora-lo ou saboreá-lo. O mesmo acontece com uma travessa de conquilhas ou uma taça de mousse de chocolate. Se formos fazendo tudo devagar, às colheres de chá, é tudo muito melhor e mais saboroso. Ter chá faz muita falta em tudo na vida e sobretudo no amor. Um bocadinho de cerimónia poupa muitas discussões e suaviza mal entendidos.

sexta-feira, maio 17, 2013

Não custa nada!


Ao longo dos anos vamos aprendendo o que é bom e o que é mau, o que é certo e errado, o que é justo e injusto. O facto de acreditarmos que temos ideais vincados, não nos dá o direito de forçar as outras pessoas a acreditar naquilo que nos acreditamos. Caímos no ridículo de obrigar as outras pessoas a serem iguais a nós. Agora a sério, expliquem-me como se eu fosse muito burrinha, qual é a piada disto? De toda a gente ser igual a nós? Mas expliquem assim muito devagarinho, com desenho e tudo, porque só assim é que eu vou lá chegar. Posso ter muitos defeitos e sei que os tenho e reconheço. A diferença neste discurso é que admito opiniões contrárias, desde que me respeitem, e que admito pessoas que não pensam igual a mim. Admito pessoas que não tem nada a ver comigo. É possível ser madrinha de uma menina, cuja a mãe é testemunha de Jeová praticamente, e eu sou católica praticante. É. É simplesmente, com bom senso e boa educação. Sim, eu percebo, o vosso ponto de vista é assim uma coisa muita estranha, não é? Poucos conseguem ter bom senso, é verdade. Não se compra, nem se vende. Mas olhem eu tenho e é o que se têm. Respeitar a opinião dos outros e aceitar que nem sempre estamos certos, que pode haver uma série de factores que condicionam o resultado final é uma coisa muitoooo difícil de admitir. Sissy, percebe. Mas agora a sério, só custa a primeira vez (é como tudo na vida!).