quarta-feira, março 27, 2013

Acerca do Amor


"Uma relação amorosa precisa de muitas coisas para funcionar? Depende da relação o do que queremos dela. Há uma música do Harry Connick Jr chamada A Recipe for Love que dá uma série de dicas sobre o tema, mas quanto a mim começa logo mal porque diz a little bit of me and a whole lot of you… O Harry até é giro e parece bom rapaz, mas francamente, se ambas as partes não vão a jogo com o mesmo valor nas apostas, um deles acabará por levar o outro ao colo, que é como quem diz, por puxar o barco quase sozinho. E toda a gente sabe que só anda de barco sozinho quem não quer companhia. Voltando ainda ao Harry, que é uma espécie de Sinatra esquecido que já dava cartas quando o Michael Bubblé ainda andava de chucha e de bibe, vale a pena ouvir a música, porque mesmo que uma pessoa não esteja numa boa fase amorosa ou em nenhuma, ganha um novo ânimo para o assunto.Mas afinal do que precisa uma relação? A meu ver precisa de confiança, de esperança e de tempo. Confiança no outro, esperança que tudo vai correr bem e tempo para mostrar ao outro que sentimos confiança e esperança. Uma verdadeira relação, daquelas construídas no dia-a-dia com compromissos de ambos, cedências e capacidade de aceitação, não se consola com telefonemas diários nem com mensagens carinhosas. É preciso encontrar tempo para lhe dar tempo para que possa crescer. E o tempo, que é o grande ladrão da vida, é o grande aliado das relações. O tempo está para o amor como o vento para os incêndios: apaga os mais fracos e alimenta os mais fortes. Quando uma semente é lançada à terra ou cai lá por acaso, precisa de tempo até se tornar numa outra coisa. É o tempo necessário para ganhar visibilidade. Por isso acredito que no início de todas as relações, o segredo é fundamental. É preciso perceber que pode estar ali grande parte da nossa futura felicidade e que para tal, há que estima-la e guarda-la como uma planta frágil quase sem raízes, protege-la e alimenta-la com o mesmo cuidado como se fosse um bebé. Depois de algum tempo podemos partilhar a nossa felicidade com o mundo, mas nunca logo no início, porque nada como o excesso de exposição para rebentar com uma relação. O que é nosso é nosso e ninguém tem nada a ver com isso, pelo menos durante os primeiros meses, fundamentais para que o outro se mostre como é e nos olhe como somos, sem ruídos, nem comentários, nem assobios ou aplausos de bancada. O tempo não respeita aquilo que se faz sem ele e por isso um amor tornado público só aguenta o embate quando já é forte. E nenhum amor nasce forte; só o tempo, a vontade e a entrega têm o poder de transformar uma pequena semente numa árvore de fruto. Há quem diga que o tempo não tem o tempo que o tempo devia ter, mas eu não vejo as coisas assim. Acredito que o tempo não respeita quem não tem respeito pelo tempo, quem ultrapassa as etapas naturais da evolução, quem não sabe esperar para ver, para ouvir, para aprender, para crescer cm o outro e sozinho à medida que o amor se vai construindo e fortalecendo. Antigamente, o príncipe tinha de matar um dragão e de quebrar o feitiço de uma bruxa, a princesa picava o fuso ou dava uma dentada mortífera numa ma mal-intencionada, caía para o lado, conservava-se no formol dos contos de fadas e todo o reino ficava em stand-by até á chegada do príncipe com o seu beijo milagroso. Agora já não há dragões, mas também já não há príncipes encantados, por isso o melhor é investir em alguém que tenha tempo para investir em nós. E confirmar que com tempo e a seu tempo, tudo correrá pelo melhor."

terça-feira, março 26, 2013

Na Rua ao Lado


Temos um novo blogue na blogosfera. Alguém de quem eu gosto muito, alguém de quem me é muito querido, alguém de quem gosto imenso. Alguém que também só tem um defeito..

Por isso vão aqui à rua ao lado porque todos nos sabemos que é fácil perder a motivação de escrever no blogue.

quarta-feira, março 20, 2013

Hoje ainda não é esse dia


Um dia quero acreditar que tudo isto fará sentido. Que tudo isto terá um objectivo. Que afinal não eram apenas coincidências. Que afinal era para ser assim. Hoje simplesmente não é esse dia. Porque não é, porque não têm que ser. Porque a parvoíce, a ignorância e a estupidez assim o dita. Porque é assim e não de outro modo. Porque a saudade é muita e a mágoa ainda maior. Porque o idiota que diz que o tempo cura tudo é um aldrabão. Porque simplesmente me apetece. Porque apenas não se escolhe, acontece.