terça-feira, dezembro 18, 2012

25/12/2008

É isto. É a data. A última vez que te vi. A última vez que te dei um beijinho de despedida e que te prometi que te ligava assim que chegasse a Lisboa. O último natal em que te senti. O último natal em que me aconselhaste. O último natal em que te vivi. O último natal em que te disse "Até à próxima Madrinha". Não houve próxima. O meu último natal. Porque desde aí, o Natal é mais um dia, um dia como outro. Apenas um dia.

Se


If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;


If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise:

If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;


If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;

If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools:

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;


If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: 'Hold on!'

If you can talk with crowds and keep your virtue,
' Or walk with Kings - nor lose the common touch,
if neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much;


If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man, my son!


By Rudyard Kipling

segunda-feira, dezembro 17, 2012

About me (this year)

 
Por vezes, as decisões não são as melhores. Pensamos que são, mas não são. Á cerca de um ano, tomei uma. Uma que me arrependo. Uma que me levou ao sítio onde estou agora. Uma que não devia ter tomado. Uma que podia ter sido melhor, mas que foi pior. Uma decisão, que mudou muita coisa e infelizmente nada para melhor. Por isso, este ano podia ter acabado de uma melhor do que começou. Podia, mas não era a mesma coisa. E sempre que me tento levantar, toma lá mais uma paulada, que não mereces, levantar-te. De vez, enquando venho ao de cima e respiro, outras vezes vou abaixo como se me obrigassem e apenas sufocasse.
Se o queria apagar? Algumas partes, queria, de pessoas que me magoaram, de acontecimentos que surgiram, uma série de coisas. Gostava, que isso pudesse ser possível. Para esquecer, apenas isso. E eu, que sempre disse, que a bem ou mal, gostava de me lembrar das coisas, para saber como agir, quando me aparecesse uma situação semelhante. Mas não, este ano. Queria simplesmente, apagar.
 
Contudo, mantenho a esperança. A esperança por um dia melhor. A esperança que o amanhã é que vai ser e que ai sim vai tudo ser melhor.
 
Porque no final, it isn't all about shoes.
 
Talvez por isso, o blogue ande tão parado. E por isso, e mais uma vez, as minhas desculpas, sinceras, à quantidade de pessoas que por aqui passam. Eu sei que continuam a passar por aqui imensas pessoas e que continuam a ler.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Tempo e Saudade


O facto de uma pessoa pensar que a decisão tomada é o melhor para ambos, não implica que o seja. Isto, porque temos o tempo, e tudo o que depois surgiu. O que continua a acontecer, e o que aconteceu. O que magoa e o que se perde. O que nos assombra. O medo e a esperança. O querer e o ter. A amizade. Tudo isso. Uma decisão deve ser sempre tomada a dois, seja ela qual for. Não um sozinho, isto porque pudesse pensar que é o melhor, mas não o é. Acredito que inicialmente assim que parecesse, mas não. Porque não existe nada pior, do que perder alguém, muitas vezes um amigo.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

It is all about Magic

Procura-se espírito natalício, perdido algures no tempo. 
Sei que foi perdida a emoção e a magia que em tempos tive, com este dia, com este mês. A satisfação de ser Natal e preparar o Dia de Natal, como se fosse assim uma coisa fantástica. Ficou assim perdida, encostada por tempo indeterminado. 
Talvez um dia, a volte a ter. Talvez um dia, volte a ficar feliz com o mês de Dezembro e a chegada do Natal. 
Talvez. Mas este ano, acho que não.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Me, Myself and I


Sonha, que tu podes.
Transforma em tudo o que consegues.
Quando as coisas vão mal, espera. Não despertes.
Aguenta mais um pouco e pergunta "porquê".
Agora acorda, desperta e arranca.
Começa por algum lado. Como se tudo e nada, fosse o mesmo.
Acredita em ti.
Sê louca.
Sê ousada.
Sê simplesmente Tu.
Sê aquilo que queres ser.
Sê aquilo que amas.
Sê aquilo porque vives.
Rodeia-te de quem te ama.
Afasta quem te põe para baixo.
Viaja.
Acredita.
Sonha.
Ambiciona.
Quer mais.
Tudo aquilo a que podes e deves ter direito.
Reúne-te do melhor que tens.
Afasta o pior que tens.
Não se pede muito.
Apenas que sejas tu mesma.
Simples como isso.