quinta-feira, julho 05, 2012

Não se fala, mas existe.


A fome. O querer comer e não ter. O precisar de sopa e não ter nem uma cenoura. A época do desperdício, onde se tinha tudo e nada se queria, já passou. A época em que se ia jantar fora, sem olhar para o dinheiro, também. O ir às compras já não passa por ir, mas por ir porque preciso e preciso de pensar muito bem no que se vai gastar. Será que preciso? Será que me faz mesmo falta? São perguntas que agora fazemos. Mas voltamos ao mesmo, ao querer comer. E o problema é que uma pessoa quer ajudar. Quer dar. Quer que não tenham fome. Que não chorem. Querem isso tudo. E agora, como?

2 comentários:

  1. Existe, sempre existiu e sempre existirá!

    Nunca passei fome mas os meus pais sempre me ensinaram a não desperdiçar.

    Mas conto-te: trabalho com uma pessoa que anda sempre na borga e que se não fosse eu, de vez em quando, emprestar-lhe dinheiro para ela ter uma refeição decente (eu sou parva!), ela vivia de bolachas água-e-sal marca branca...

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  2. Existe... e choca-me imenso. Por isso é que eu sou poupada no que toca a comida.

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escreve... vá lá... não custa nada... ;)