sábado, junho 13, 2009

Consciência Política... ou então não...


Há coisas que eu gostava de perceber... Mas juro que não consigo.

Eu tento, tento, tento... e só me apetece bater em alguém.


Eu no passado domingo - Dia de Eleições Europeias (convém referir... porque parece que 97,8% dos nossos emigrantes "se esqueceram" e que 62,54% dos portugueses tiveram uma paragem qualquer...), fui votar logo de manhãzinha... eram para aí umas 10h30/11h.
Entro na sala, parece que nunca tinham visto ninguém votar.

Ontem (Sexta-Feira), dirigi-me a uma papelaria no LouresShopping e fui comprar a minha querida e estimada Visão (tenho que voltar a assinar...) abro na página 52 e percebo o porquê de tal acontecimento no passado Domingo... talvez porque a faixa etária entre os 18/29 anos é a que têm maior abstenção, mulher, não é casada, nem tem filhos, está desligado da vida partidária, não tem qualquer actividade de natureza associativa, vive na zona litoral/urbana e não são mobilizados pelos partidos.

Dentro deste package de cognomes deparo-me com alguns que com os quais me aproximo...

Sou mulher, tenho 22 anos, não sou casada nem tenho filhos e vivo na zona litoral/urbana.


Agora os outros, dão-me vontade de rebolar a rir à gargalhada...

Agora os partidos (eu nos meus tempos de Universitária da Lusófona só via cromos do Bloco de Esquerda à porta da faculdade... a minha pergunta é... PORQUE SERÁ?) é que tem que obrigar as pessoas a escolher uma ideologia, todos nos pertencemos a uma especie de associações... eu se calhar levo o conceito mais a peito... escuteiros, juve leo, catequese, jsd... ok... é capaz de ser verdade esta, mas mete-me impressão como é que conseguem estereotipar "alguém" desta maneira.

A ideologia nasce connosco, não é algo que aparece, é algo que nos foi incutido pelos nossos pais.

É algo que fomos aprendendo a questionar e saber o que é certo ou errado.

Como diria um amigo meu, e nisso estou 100% de acordo com ele não é pela religião ou pelo partido que sabemos o que é certo ou errado, o bom e o mau, não por isto ou por aquilo que vão dizer que sou melhor ou pior. Apesar de me continuarem a dizer que sou uma pessoa sem moral e sem valores (vá-se la saber os motivos que levam esta gente a falar das coisas...).

Continuando...

A abstenção mete-me impressão. Passo a explicar... no domingo perguntei porque é que o meu namorado não ia votar (apesar de ser de esquerda...), virou-se para mim... "não me apetece...".

A minha dúvida reside de algo muito básico... enquanto mulher, porque não fazer uso de uma arma que os meus avos me deram?

Como diria alguém... "o voto é uma arma mais poderosa que uma bala!"

1 comentário:

  1. Estou de acordo contigo.

    O problema central do país é a falra de participação cívica - desconfio que pela nossa indolência cultural mas, muito também, pelo nosso excessivo "Estatismo".

    A diferença entre votar (ou não) é fazer parte da resolução dos problemas ou ser parte do problema!

    Isto é que muita gente ainda não percebeu ...

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escreve... vá lá... não custa nada... ;)